A partir daí, o próximo episódio registrado pelos historiadores é a Guerra de Cabo Frio, que aconteceu em 1575, como reação dos portugueses à intensa pirataria promovida por franceses, ingleses e holandeses.

Antônio Salema, Governador do Rio de Janeiro na época, reuniu um exército português apoiado por uma tropa de índios catequizados, com o objetivo de acabar com o domínio franco-tamoyo que já durava 20 anos em Cabo Frio.

Temendo perder sua terra, os índios Tamoyo se aliaram aos franceses, mas foram praticamente dizimados por conta da insurreição.

As tropas vencedoras assassinaram a sangue frio cerca de 500 guerreiros tamoyos e mais de 1.500 índios foram escravizados, foram enforcados dois franceses, um inglês e o Pajé tupinambá.

Além disso, entraram pelo sertão queimando aldeias e matando milhares de tamoyos.

A guerra de Cabo Frio resultou na expulsão dos franceses e no extermínio de dez mil guerreiros tamoyos, sendo o restante destes escravizados pelos colonizadores.

Outros piratas europeus, principalmente ingleses e holandeses, no entanto, continuaram a piratear o pau-brasil, causando mortes desumanas e que se provaram inúteis, uma vez que a escassez de colonização no litoral fluminense (não houve interesse dos portugueses de colonizar Cabo Frio após este massacre).

Continuou sendo alvo fácil e lucrativo dos corsários europeus.

Fonte:
Trabalhos escolares das escolas da região;
Folhetos informativos da região;
Revista Municípios em Destaque nº. 49 e 55.